2023 · Tejo · Portugal
Portas do Sol Tinto
Trincadeira e Castelão · 2023 · Tejo
Produzido pela histórica Quinta da Alorna na região do Tejo, Portugal, este vinho tinto é elaborado a partir das castas Trincadeira e Castelão, sem passagem por madeira. Com cor rubi intensa e aromas limpos de frutos vermelhos, apresenta corpo mediano, taninos de boa textura e final suave e agradável, sendo uma excelente porta de entrada para a rica enologia da região do Tejo.
Harmoniza com
carnes brancasqueijos suaves
Premiações
88Revista Adega
201988Revista Adega
2017
Como é feito
Elaborado a partir de Trincadeira e Castelão, sem passagem por madeira. Num estilo agradável, gastronômico e fácil de beber.
A vinícola
A Quinta da Alorna é uma conceituada e lendária vinícola portuguesa com quase 300 anos de história, localizada na região do Tejo, uma zona conhecida pela elaboração de vinhos de alta qualidade a preços muito acessíveis, e responsável por cerca de 10% da produção de vinhos de Portugal. Fundada em 1723, quando D. Pedro de Almeida (1688-1756) comprou a Quinta de Vale de Nabais. Em meados do século XVIII, D. Pedro foi nomeado o 44º Vice-Rei da Índia. Distinguindo-se por atos de bravura na tomada da Praça Forte de Alorna, na vizinhança de Goa, o Rei de Portugal D. João V concedeu-lhe o título de 1º Marquês de Alorna. Ao regressar a Portugal, mudou o nome da propriedade para Quinta da Alorna e plantou as primeiras vinhas.
Pedro de Almeida foi avô da famosa Leonor de Almeida Portugal, mais conhecida como Marquesa de Alorna (1750-1839), uma mulher poetisa, política, poliglota, viajada, inteligente e sedutora, que com sua personalidade forte e enorme devoção à cultura, desconcertou e deslumbrou Portugal nos séculos XVIII e XIX. A Marquesa viveu uma vida intensa e dramática, passou 18 anos em prisão por conta da perseguição de Marquês de Pombal. Em 1779, casou-se com Carlos Augusto D'Oeynhausen na bonita capela da Quinta da Alorna.
Com o passar dos séculos, a Quinta da Alorna foi vendida até chegar às mãos do Dr. Manuel Caroça, bisavô dos atuais acionistas da família Lopo de Carvalho, que controla a Quinta há cinco gerações.
Hoje, a Quinta da Alorna possui cerca de 2.800 hectares de propriedade, sendo 160 hectares dedicados às vinhas. Além de ter angariado fama pela produção de vinhos de alta qualidade, a vinícola se destaca também por suas práticas agrícolas, florestais e por seus espaços naturais. A sustentabilidade é algo central para a Quinta da Alorna, o que se comprova pelos quase 2.000 hectares de florestas na propriedade.
As instalações deste produtor são muito bonitas, com destaque para: a adega antiga e cheia de história; a adega moderna e bem equipada; o palácio da Quinta da Alorna inteiramente restaurado; a escola de equitação e uma vinha com finalidade pedagógica onde, em apenas 0,5 hectare, podemos observar nove castas brancas e 18 castas tintas.
Como resultado de seu comprometimento com o projeto, a Quinta da Alorna é uma das mais conceituadas vinícolas do Tejo e de Portugal. Se destaca por ser uma empresa econômica, social e ambientalmente sustentável. Além disso, suas instalações permitem que a vinícola produza vinhos com qualidade superior de uma forma consistente e inovadora. A enologia está a cargo de João Grave, um dos principais enólogos portugueses.
Observações
Com os seus belos jardins e vistas espetaculares, as Portas do Sol são a atração turística mais visitada em Santarém, a capital do Tejo. Elas são ainda um símbolo emblemático do milenar Castelo de Santarém, que se impõe sobre as bonitas planícies nas margens do rio Tejo. Lá, está localizada a sede da Quinta da Alorna, desde 1723. Este vinho é uma excelente entrada para a descoberta da rica enologia da região do Tejo.
O que o sommelier diz
“Um verdadeiro achado do Tejo: fresco, frutado e jovem, esbanja frutas vermelhas com taninos sedosos e acidez vibrante, mostrando que algumas vezes menos é mais.”